FONTE: da Folha Online
A Ajufe (Associação de Juízes Federais do Brasil) negou nesta segunda-feira que o Juiz Federal Dr. Fausto De Sanctis integre um “consórcio” formado por integrantes do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.
O Juiz Fausto De Sanctis criticou imprecisão de denúncias apresentadas pela revista “Veja”
A entidade contesta a reportagem da revista “Veja” desta semana que informa que o Magistrado está sob investigação da Corregedoria da Justiça Federal porque participa de um “consórcio” formado pela polícia, o Ministério Público e a Justiça para as investigações da Operação Satiagraha.
A Ajufe ressalta que o Juiz Federal realmente está sendo investigado pela corregedoria, mas por supostamente ter se recusado a fornecer informações sobre a existência de inquérito sobre o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity e também por suposto desrespeito a decisões do STF.
“A revista ‘Veja’ errou ao fazer afirmação de que o juiz Fausto De Sanctis está sob investigação da Corregedoria da Justiça Federal por integrar um consórcio formado entre a polícia, o Ministério Público e Justiça (Operação Satiagraha). Isso não corresponde à verdade dos fatos”, diz a nota assinada pelo presidente da Ajufe, Fernando Mattos.
A Ajufe discorda da investigação da corregedoria e já se prontificou a fazer a defesa de De Sanctis no Órgão Especial do TRF-3 (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, formado por 18 juízes mais antigos do tribunal.
“A Ajufe discorda veementemente da atitude do corregedor, que, por razões ainda não explicadas, tem tomado tais atitudes contra o magistrado, ainda que não tenha havido qualquer representação por parte de quem supostamente teria sido desrespeitado. Além disso, em todos esses casos o corregedor extrapolou sua atividade administrativa e tratou de matéria exclusivamente jurisdicional, o que é vedado pela lei”.